24 maio, 2011

Aquela poetisa


Encontrei poemas profundos
No fundo de minha gavetas,
Tinta velha de caneta...
Letras expressivas
De um alguém
Que tinha o que dizer,

Mas procuro aquela garota
Que tanto dizia...
Que muito e de tudo escrevia...
No espelho apenas
Um olhar vazio
Que não tem nada a dizer

Como posso ter sido ela?
Como ela foi morrer em mim?
Como chegou ao fim?
Sem ninguém ter percebido

Rimas na qual hoje admiro
Como uma obra alheia...
Fugiu de mim aquela poetisa
Sobrou só um vazio
E os antigos poemas
Daquelas que fui um dia

Saudades daquela
Não qualquer poetisa,
Pois hoje uma estranha
Dominou minhas entranhas
Mudando o rumo...
Da minha estrada.


Pra viver um grande amor


Eu boba que sou
Já procurei em tantos olhares
Em muitos lugares
Um bom homem
Pra viver um grande amor

Alguém de sincero coração
E ainda livre de um amor
De olhos penetrantes e inocentes
Pra viver um grande amor,

Pois neste caminha o máximo
Que consegui foi paixão
Daquelas bem doídas,
Mas que não me fez desistir
De procurar...
Por um grande amor...

Lábios sinceros cobertos de pudor
Que seja homem de uma só mulher
De uma só palavra, de um só caráter
E que também se renda
Pra viver um grande amor

Alguém que me deixe cuidar
E que me saiba cuidar
Um Ser que não deixe de ser
E juntos aprendamos
O dom de amar por toda vida
E não tenha medo de se entregar
Pra viver um grande amor
Por toda nossa vida.


Fascinação


Passei de criadora
A simplesmente espectadora
De uma obra que minha alma adora
Mas que até isso a vida me levou embora

Me contento com migalhas de versos
Com a esperança do balsamo das poesias,
Que o óleo das estrofes me unja novamente
Abundantemente como era no meu passado
Sempre... o de sempre de antes

Já miserável que sou nesta vida
E ainda ser condenada a viver sem elas
Único consolo que o tinha... nos dias a dias
Nesta minha desgraça de um viver,

Me possuam novamente arte que me bate
O coração... quando narro obras tuas
Encarnada em meu viver, ou sofrer
Em meu sonhar, no meu amar, pronunciar

Me faças chorar desde que me faças poetizar
Me faças viajar nas assas de ilusões
Desde que sejam ......... parada de avião

Seja furacão, emoção desde que sejam inspiração
Engulo minhas malditas palavras...
Me enganei... posso viver sem qualquer coisa
Sem amor, sem sonhos, sem uma vida,
Mas não consigo nada sem você minha amiga poesia

Ligue-se novamente a mim...
Dê-me novamente uma chance...
Porque minha vida sem poesias nas entre linhas
Não é vida, não é digna de ser lida
Sou escrava tua minha lira de poesia

Dê-me uma historia cheia de rimas
Pra que um dia tu tenhas orgulho desta vida
Que te carregou no peito com muito respeito
Pois meu único delírio é nunca ser exilada
Ou proibida de poetizar...

E pra sempre fazer isso com respeito
Pra que nem eu nem tu morras
Com o deslizar dos séculos a nossa volta

Então volta e seja de uma vez minha eterna cumplice
Minha cura, pura literatura vertida poesia
Nos eternize entre os séculos, não sejas apenas visita
Meu mundo lindo, seja perpetuo e poético.


Eu amo mesmo você


Do que adianta minha voz 
Não falar teu nome
Se meu coração te chama,

Do que adianta não escrever-te
Se minha mente te diz
Todo o tempo que te amo

E não adianta eu me calar
Sempre irei te amar

Mesmo sem coragem
Pra confessar ou deixar
Meu orgulho ferido de lado

Não adianta esconder
Eu amo mesmo você.