22 junho, 2010

O trajeto de uma lágrima


Numa face contra um reflexo
Acompanhei a trajetória de uma lágrima
Inundou meus olhos e desceu
Transbordando e despencou abaixo
Mesmo com barreira correu,
Passou lentamente por entre
A face rosadas e o nariz
Contornou e foi morrer
Nos secos lábios

Num rosto contra todo um espelho
Notei o caminho que linha invisível
Saiu transbordando num rosto
Pulou esta dos olhos direto
A face e seguiu...
Num curto espaço deu de encontro
Ao abismo que termina num queixo
Que treme as emoções

Olhar que chora sem saber
Que uma lágrima se suicidou
De seu queixo ao chão
Pra ser pisado pelos vilões
Lágrimas que verteu sangue
E se foi morrer num abismo
Ou de silêncio ou de trevas.

Tão curto o trajeto de uma lágrima
Que de dor tão veemente... mói
Se transborda e segue até que cai
E a um chão tão sujo e duro vai
E debaixo das solas que nem notam
Um rosto triste que por ali passou

A lágrima se seca sozinha, evapora
E os donos olhos delas vai embora
Com a dor amena, em holocausto
Que tuas lágrimas em suicídio
Se renderam a escuridão
Pra amenizar teu sôfrego coração.

18 junho, 2010





Sinto tanta falta

Me dissestes tudo desde o começo


Não sei por onde andei
Todo este tempo que se passou
E tão distraída nem notei
O quanto meu coração
Me fez gostar-te tanto
A ponto de se apaixonar
E nem me contar...

Me dissestes tudo desde o começo
Mas eu por circunstancias da vida
Me tornei alguém que difícil
Se acredita nas coisas da vida

Passou tantas tempestades
E se vieram os temporais
Nunca imaginei que ainda
Estaríamos de pé a esta altura

Nunca pensei que mudaria
Tanto minha triste vida,
Nunca imaginei o quanto um dia
Te amaria e amaria,

Pois é por teus lábios que fervo
Que verto em lágrimas em ardor
São por teus braços que aguardo
Num enlaço tão longo e demorado
São por teus olhos que espero
É por tua ausência que me desespero
É por ti que vivo e me intero

Só por ti ainda espero,
Este sentimento que me arrebata
Que me bate, que me mata
Que me caça, que me guarda...

Fico atada a tal palavra,
Pois não sei deste sentimento
A tradução... ou outra versão
Deste sentimento sem fim

Só te quero ver chegar
Da guerra de uma vida toda
Lutada sozinho, guerreiro

Deitar teu rosto no meu peito
E te ouvir contar cada uma das guerras
Que foste vitorioso e corajoso

Quero... eu quero apenas você
Ao alcance de meu toque
Ao alcance de meus olhares
Em meio aos meus cuidados.

Charme de luar


Hoje como que vagando
Pelas ruas da cidade
Com o olhar vazio
Fixado no nada
Com dor em saudades
Do meu amado...

Sem notar como chegou lá
Meus olhos estavam
Observando o vasto céu
Todo escuro, azul

Lembrei-me de ti
Tua cor pintava
Todo um céu
Com apenas a doce lua
Sem nenhuma companhia
Sem nenhuma estrela,

Mimosa, cálida, pendurada
Charmosa em tua face
Que me parecia teus sorrisos,

Mas lua tão bela
Parecia deitada
Até me parece que via
Seus bracinhos dependurados
Ao corpo largado
Na esfera de um fenômeno
Dos mais lindos
Contemplado aqui da Terra

...

E fiquei pensando depois
Será que de onde estas
É a mesma face de lua?

Será que ela a teu ângulo
Esta tão suave, cálida
Envolvida em doce sorriso?

Será que de onde estas
Contemplas lua tão bela
E também lembra-te de mim?

...

Lembrei-me de ti
Tua cor pintava
Todo o céu de inverno
Com apenas a lua
Dependurada fazendo charme
Balançando suave
Pelo céu tranqüila
Em doces sorrisos

Só pra inspirar
Os loucos sonhadores,
Seus secretos admiradores
A escrever-lhe poemas
De amores em amores.


16 junho, 2010

Tu me calou


Tenho tanto a te falar,
Mas você foi de todos
O único que me fez calar
E apenas escutar

Tenho tanto pra te dizer,
Mas me calas em silêncio
E, porém o mais estranho,
Que você foi o que mais amei

Mesmo me calando a voz
Calou minha dor...
Calou minha solidão...
Calou meu coração
Das lamentações

Calou todo minha fúria...
Calou minhas duvidas...
Calou minha covardia...

Calou minhas loucuras...
Minhas tristes venturas
Me fez inquieta de um calar,

Pois teus lábios calaram
Todas palavras de meus lábios,
Pois tu calaste todo frio
Trazendo-me calor
Ao velho e triste amor,

Mas mesmo assim
Tenho tanto a te dizer
Deste mesmo amor
Que tu um dia calou,

Porém um dia te conto...
Que só tu calaste minha dor,
E trouxeste tanto amor...




16-06-2010

Falando de... Poetas


Ser poeta é... bardo descalço
Da mentira, da indiferença,
Jogado nos enlaço de braços
Deslumbrados em conhecer
O verdadeiro dom de amar
E no exaltado apenas se é...
Nasce e vive neste alado
Que eterniza em dom esplendido

Ser embalsamado em prodígios
Ser eternizado em versos
Subir aos poucos ao topo
Subir a cada estrofe criada
Em cada uma das poesias...
Um degrau recitado

Ser bardo é ser mais alto,
É ser como... da vida um palco
Abocanhar como ao beijar,
É ser miserável de bens,
Mas rico em amores

É ter receio em meio aos desejos,
Mas não se render aos temores
Ser poeta é ser uma alma inquieta
Que não se sabe o que se almeja,
Mas não desiste e declama
Até do que não se sabe a alma,

Ter alma poética
É ser um mar que transborda
Em doces ou salsos paladares
Em cada uma das tuas palavras

Ser poetisa é ser andorinha de dia
E nas tardes ensolaradas ser águia
E nas madrugadas ser coruja,
Não se perde nem um dos fato
Pondo tudo poeticamente em relatos

Ser bardo não é apenas escrever
Por mero prazer, ou capricho
Ser poeta é viver dentro
De sua própria poesia
Caminhar nas suas linhas
Sem desviar de seus caminhos

Poeta é aquele que tem em sua poesia
O diário da sua vida inteira
Bardo, orgulho de sua bandeira
Da terra que o ninou com rimas

Ser poeta é ser o grito
De uma nação inteira...
Ser o mito pra muitos corações,
Bardo é tomar as dores
De teu povo, lutar, não se acovardar
Mesmo que taxado de louco

Ser poeta é ser boêmio
Em seus tantos amores,
Não ter culpa de tua desgraça
De vida em solidão sempre
Com a fuga de seus amores,

Mas ser poeta é não arfar fôlego
Sem um ardor de um profundo amor
Ser bardo é entrega completa
Não ama pelas bordas nem beradas
Amo por completo em fogo
Que se poderia ser eterno

Ser poeta é reviver corações em dores
É curar feridas entre abertas
Ser poeta é cirurgia com apenas magia
Das palavras a animar dando alegria
E nunca cobrando, apenas se doando

Ser poeta é ser verso que não some
Da boca de seu povo...
Ser poeta é sempre estar sozinho
Pra se doar por completo
A sua missão de trazer amor
A todos corações


Dedicado à todos os poetas... especialmente a você meu amor!




14 junho, 2010

Se Deus quiser



Se a passagem pro céu fosse perdão
Eu passaria pelos portões

Se a senha fosse a bondade no coração
Me aprovariam e me fariam passar

Se um olhar sincero fosse o suficiente
Estaria ciente que me aceitariam

Se uma alma que chora
Diante a injustiça lá fora
Fosse um passe
Talvez eu entrasse

Se o repudio a malícia
Fosse o passaporte garantido
Eu já estaria garantida

Se realmente Deus quisesse
E decidisse olhar apenas lá no fundo
De cada ser, eu seria benquista,

Pois ele iria encontrar tanta coisa
Das boas, das melhores
Poria-me a teus pés
Sem mais interrogatórios
Se Deus quisesse...


Que saudade...


Que saudades das madrugadas
Em que tecia meus textos
Sem pretextos de sono

Que saudade da minha rede
Nela balançar olhando pro ar
Vendo as nuvens a passar

Que saudade dos pássaros observar
Os ver voar em bandos, em filas
Perfeitas em V

Saudade de parar o olhar no nada
Ir longe na imaginação
Sem pressa pra voltar

Que saudade de degustar de livros
Palavras em lazer, e das velhas
Fazer enxerto em novos poemas

Que saudade de pintar, bordar, gritar
Ficar acordada no escuro
Criando histórias fictícias

Que saudade de abrir o baú velho
Das lembranças e destripar tudo
E ir relembrando cada um
Que passou pelo meu coração

Que saudade de tocar, de cantar,
Que saudade de cozinhar
De fazer compras e passear

Que saudade de minhas loucuras
Que saudade ...
De minha alma livre.

Nascer do dia


Na aurora de um lindo dia
Me dizia bom dia
Gostoso sol em plena folia

As frestas que cobriam-me de alegria
Me caia como se me sorria

Uma cálida brisa
Deixando de canto toda indiferença
Toda sombra de ausência

O sol agora ardia
Em meio ainda a neblina
Rasgava em doce clima

E uma réstia como queria
Me seguia por todo o dia

E assim nascia a rima
Pra minhas poesias.

Meu verdadeiro conto de fadas


Meu mundo desabou
E nem sei bem ao certo
O que o derrubou

Estou cansada de respirar
Estou farta de me decepcionar

A vida de exílio
Hoje voltou a me buscar

Estou cansada da falsidade
Dos senhores da mentira
Dos seguidores da malicia
Dos perseguidores da verdade

Me rendo ao leito
Que me esconde, exila
Da podridão do mundo

Não me despirei da verdade
Não me renderei a sonhos
Não trilharei as grandes cidades

Subirei a torre mais alta
E as mexas cortarei
Para que em minhas tranças
Nenhum impostor suba

Lacrarei meu esquife de vidro
Para ninguém me roubar o sono
Com um falso beijo

Não existem heróis
Somente vilões
Que destroem
Nossos corações.



25-05-2010
.

Meu veneno


Enquanto destilo meu cheiro de mulher
Me chamas por menina linda
E debocha de meu perfil feminil,
Quando consigo te sentir,
Não são nos meus braços,
São sempre nos de outras nunca nos meus,

Enquanto sangro em rum de amor por ti,
Tu ris de mim num sorriso arcado ao silêncio,
Um sorriso encobre o ato questionado
Um olhar trinca a taça e leva por lavar
O caminho por onde trilhei até a duvida,

Não me tornarei dependente de tuas palavras
As troco por pílulas e vodka ou qualquer outra droga
Menos suas palavras entorpecentes
E teus olhares penetrantes aos pulmões,
Mas elas não mais penetraram minha imaginação,

Meu ego me implora uma revolta exposta
Em meu olhar transpassando aos meus lábios
Não ficarei calada pois também és desbocado,

Não me contentarei com migalhas jogadas
Que não será capaz de regar esta semente
Tão amena que acabas de pisar teus pés de orgulho
E esmigalhá-la por mero acaso,
De um cínico investido em doces dizeres e argumentos
De um coração vizinho menos o teu próprio,

Cansei de esconder minha face
Ocultar queres mesmo minha presença?
Então se embebede de minha ausência,
Pois da distancia já estas intimo

E por hora só te basta um olhar de espanto, sim ...
A menina sem nome, sem titulo, sem vinculo qualquer afetivo,
Esconde-me, sim, mas apenas no teu ser machucado
Por teu próprio orgulho debochado,

Mas não mais aos meros amigos e vizinhos,
Não mais me escondas pois se olhar ao lado notara
Que não estou mais lá, parti, não gostas tanto do ser solitário,

Me inspirei na minha ameaça, tirei o pólen de minha rival,
Mas meu veneno não tem igual
Se lambuze nele, escorregue e caia sobre ele,

Prove do teu doce veneno ausência,
Sinta a ânsia da saudade, a náusea da vontade,
Deguste do teu próprio repudio, da tua própria cautela,
Não tens mais titulo na tabua sagrada de minhas entranhas
Fui muito incrédula ao escrever teu nome sobre ela,
Mas já o risquei, já furei esta gafe tão grave

Você agora sem titulo é apenas o menino
Que quebrou meu cristaleiro de letras
Talhando no chão o caminho onde ias trilhar,
Lamento o dia que te encontrei,
Lamento o instante que te aceitei,
Lamento o momento em que em ti acreditei,

Pois agora não me resta mais nada a fazer
Senão continuar a caminhada e se restituir
De tudo que veio a destruir com apenas uma pose,
Um sorriso largo largado curvado com sua marca deixada:
- Ausência!!!!!!!!

Enquanto eu impregno sua vida com meu aroma,
Soluças por cada vez que me negou,
Deságüe por cada vez que me repudiou...
Sinto muito, mas tarde demais ...já destilei meu veneno
Junto do sereno que te embala em novos poemas.

Leito de Sonho


Queria acordar com as réstias
Do sol a me procurar
Em meio aos teus braços

E em meu corpo estar grudado
Seu cheiro másculo
E em meus poros impregnado
De seu perfume

Minha boca com teu gosto
Meus lábios ainda molhados
Dos teus degustados

E dentro de mim
Vestígios ainda de ti
E em ti minhas marcas
Arranhadas, mordidas
No descontrole do prazer

Ah! Queria me deitar com o luar
A nos vigiar em meio aos lençóis
Emaranhados e o edredom
A nos esconder cúmplices

Ah! Como queria me deitar
E acordar contigo ao meu lado.

Fui... já não sou mais


Sou seu repudio mais horripilante
Sou o sim que se tornou em não
Um sonho que se tornou em pesadelo

Fui amor que se tornou em tragédia
Sou a roseira só em espinhos

Sou poetisa que se tornou em mortiça
Sou o sorriso que transformaste
Em triste vingança

Sou lágrima caída de sangue
Sou o que nem sei que sou
Vou sem saber pra onde

Sou tua jura inconstante
Sou tua ira fluindo em ruídos
Sou tua mais árdua palavra

Sou teu mais recente arrependimento
Sou a loucura estampada em versos
Que te arrependes ter escrito

Sou câncer aflorado no peito
Sou amor que transformou-se
Em ti em ódio em meio ao ópio

Já não sou mais o que um dia
Fui pra ti... e é tão simples assim
Fui... apenas já não sou mais...


Dentro de mim é um mar sem fim


Por dentro de mim
É um mar sem fim
De tantas palavras
De muitas perguntas
De inúmeras idéias

Tenho tantas experiências
Muito bem guardadas
Conselhos a pronta entrega
A quem precise e utilize

Tantas lembranças
Bem guardadas
Tantas lembranças
Já apagadas
Pra não doerem
As magoas passadas

Tantos erros que vejo,
Mas não cometo
Que seguem sem serem
Justamente punidos,
Tantos surtos, furtos
De esperanças
De um futuro melhor

E se paga pra nascer
Como se paga pra viver
E se paga pra morrer

E todos enfim
Tem de sofrer
Pra poder aprender

Ou segue errando
Mesmo assim
Já que o mundo
É um mar de ignorância
Sem fim

Este mar em mim
É bem diferente
Do mundo de hoje

Meu mar é sede
Que sacia
É sede de aprender,
É água doce
A quem quiser beber

Não um mar
De concupiscências
Que o mundo de hoje
Oferece sem delongas

Por dentro de mim
É um mar sem fim
De sede de justiça
Quando veres retidão
Lembras então de mim

Minha mente se perde
Pelas linhas do horizonte,
Meu entendimento
Tenta se estender
Alem dos horizontes

Mas dentro de mim
Se estende um mar
Sem igual ...

Se sentires saudades de mim...


Se sentires saudades de mim
Releia os velhos versos
Que a ti em segredos dediquei,

Versos que a ti escrevi
De tudo que vim a sentir
Paixão, ciúmes, amor,
Saudade e dor

Se sentires falta de mim
Leia as estrofes
Que sempre fala de nós,
Nelas me encontrara
Em cada uma das linhas

Se sentires minha ausência
Quando procurar minha presença
Se apegue aos meus poemas
Eles te embalaram em confissões,

Pois em todas minhas dores
De tua triste ausência
Me mantive viva
Com as tuas linhas ditas

Geralmente palavras
Que nem eram pra mim,
Mas me faziam lembra-me de ti
Fazia te sentir aqui

Em cada poema meu
Tem um pouco do sentimento
Que sinto por ti

Apenas um pouco,
Pois o todo seria muito,
Mesmo que num livro todo,
Mesmo que dos grossos,

Então quando tiveres saudades
Se um dia tiveres...
Leia cada linha, cada poesia
E sinta a certeza
De um sentimento puro

E sinta a certeza que vivo
E por você que sigo
Na esperança de um dia
Te ter aqui comigo,

Mas se sentires algum dia
Saudades de mim
Relembre em meus poemas
Todas as vezes que te dize
Te amo, ou Amo-te

Porém lembre-se também
Que nunca se importou
Ou pelo menos nunca contou
Que eu fui alguém
Dentro do teu coração

Mas se um dia sentires
A mesma saudade...
Talvez se torne realidade
Aquele meu velho sonho
De um dia me amares...
Me amares de verdade,

Mas só se um dia sentires
Saudades de mim...



14-06-2010.

13 junho, 2010

Cala-te coração


Cala-te coração
Não vês quanta dor
Já me causas-te?

Tenho que seguir na razão
Não em meras emoções
Que em um abismo
Me vertera em destruição

Ah! Apazigúe coração
Paixões não tornarão
Novas então, não aparecerão

Acalme turbilhão
Amor é mera ilusão
Não te renda à contradição

Siga na contra mão,
Mas não te rendas
Meu sôfrego coração
As loucuras da paixão.

Amar ... apenas amar


Estou cansada de ter a singeleza
De simplesmente olhar num rosto
E ver um grandioso futuro
Ver uma paixão aflorada
Uma família toda formada

Cansei de olhar nos olhos
De alguém e neles
Arquitetar uma vida
Trazer em tudo alegria

Tornar momento simples
Em mágicos, fantásticos
Com apenas a esperança
De um rosto contemplado

Em apenas um encontro
De duas pessoas, consigo
Me ver livre de mim
Pra me encaixar e formar
Uma nova vida

Será ingenuidade, estupidez
Ou será o poder de amar?
O que muitos não tem
E por isso vivem a penar
Em sua estupidez sozinhos?

Não sei o que é pior
Sofrer por amar demais
Ou por não ter a capacidade
De se deixar ser amado
E amar... apenas amar

Seguirei amando então
Mesmo machucando coração
Amarei entre a razão e a emoção
Entre o incondicional e o real,
Mas na arte e no dom
De amar ... apenas amar.


Dê o título a nossa história de amor


Você me surpreende em cada olhar
Cada palavra, cada verso,
Cada estrofe, cada poesia
Cada capítulo desta vida

Que estamos como num livro
De romance começando
Podemos estar ainda no prefacio
Mas tenho certeza
Que a historia será linda

O título não sei meu amor,
Sou péssima com eles,
Então me diga você amor
O título do nosso livro da vida

Que escreverei o primeiro verso
E esperarei que escreva o próximo
E como num dueto harmonioso
Seguiremos ambos num só poema

E assim iremos de verso em verso,
De estrofe em estrofe
De capítulo a capítulo
Escrevendo essa nossa...
História de amor.