14 junho, 2010

Que saudade...


Que saudades das madrugadas
Em que tecia meus textos
Sem pretextos de sono

Que saudade da minha rede
Nela balançar olhando pro ar
Vendo as nuvens a passar

Que saudade dos pássaros observar
Os ver voar em bandos, em filas
Perfeitas em V

Saudade de parar o olhar no nada
Ir longe na imaginação
Sem pressa pra voltar

Que saudade de degustar de livros
Palavras em lazer, e das velhas
Fazer enxerto em novos poemas

Que saudade de pintar, bordar, gritar
Ficar acordada no escuro
Criando histórias fictícias

Que saudade de abrir o baú velho
Das lembranças e destripar tudo
E ir relembrando cada um
Que passou pelo meu coração

Que saudade de tocar, de cantar,
Que saudade de cozinhar
De fazer compras e passear

Que saudade de minhas loucuras
Que saudade ...
De minha alma livre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário