21 agosto, 2010

Tu me calou


Tenho tanto a te falar,
Mas você foi de todos
O único que me fez calar
E apenas escutar

Tenho tanto pra te dizer,
Mas me calas em silêncio

Mesmo me calando a voz
Calou minha dor...
Calou minha solidão...
Calou meu coração
Das lamentações

Calou toda minha fúria...
Calou minhas duvidas...
Calou minha covardia...

Calou minhas loucuras...
Minhas tristes venturas
Me fez inquieta de um calar,

Pois teus lábios calaram
Todas palavras de meus lábios,
Pois tu calaste todo frio
Trazendo-me calor
Ao velho e triste amor,

Mas mesmo assim
Tenho tanto a te dizer
Deste mesmo amor
Que tu um dia calou,

Porém um dia ainda te conto...
Que só tu calaste minha dor,
E trouxeste tanto amor...


Que saudade



Que saudades das madrugadas
Em que tecia meus textos
Sem pretextos de sono

Que saudade da minha rede
Nela balançar olhando pro ar
Vendo as nuvens a passar

Que saudade dos pássaros observar
Os ver voar em bandos, em filas
Perfeitas em V

Saudade de parar o olhar no nada
Ir longe na imaginação
Sem pressa pra voltar

Que saudade de degustar de livros
Palavras em lazer, e das velhas
Fazer enxerto em novos poemas

Que saudade de pintar, bordar, gritar
Ficar acordada no escuro
Criando histórias fictícias

Que saudade de abrir o baú velho
Das lembranças e destripar tudo
E ir relembrando cada um
Que passou pelo meu coração

Que saudade de tocar, de cantar,
Que saudade de cozinhar
De fazer comprar e passear

Que saudade de minhas loucuras
Que saudade ...
De minha alma livre.

Pés descalços


Pés descalços feridos
Que a muito caminhão
Procurando a direção

Pés desnudos machucados
De tantas pisadas
Mesmo que por mais delicadas

Feridas do trajeto
Na corrida da vida
Cheios de flagelos

Pegadas, pequeninas elas,
Mas ambas doloridas
Do trilho indevido da vida

Manchas talvez deixadas
De sangue nos espinhos,
Pedaços largados
Nas farpas feridas


Inocentes pés...
Calçados em dor
E na constante fuga
De um não sei quê!

Na lida aflita
De feridos pés descalços
Calejados, adapto
Ao trajeto de uma vida
Carregadas de feridas
Que diria não serem
Bem vindas.

O enigma das portas


Escolhas vem embaraçadas
Num molho de chaves...
E no decorrer da vida
Nos deparamos com portas
Logicamente fechadas

E chegando a hora da escolha
Qual chave, qual porta
Umas são fáceis de abri-las,
Mas outras, às vezes,
Queremos até arrombá-las,

Porém as pessoas esquecem
De primeiro checar
Girando a maçaneta,
Pois a porta pode estar aberta

Só faltava girar a maçaneta,
Portanto tentamos
Sempre pelos lados
Mais difíceis enquanto
A resposta pode estar
Bem na nossa frente,

 Mas cegos pelo pânico
Deixamos a porta certa
E aberta pra traz

E seguimos nas escolhas erradas
Que a vida enganosa
Nos oferece pra nos embaraçar
E a porta certa passar
Sem nem notarmos

E no final jogarmos a culpa
Em tudo, e nos revoltamos,
Mas jogar a culpa no mundo
Menos na própria cegueira
É bem mais fácil...
Que abrir a porta certa.


Leito de Sonho


Queria acordar com as réstias
Do sol a me procurar
Em meio aos teus braços

E em meu corpo estar grudado
Seu cheiro másculo
E em meus poros impregnado
De seu perfume

Minha boca com teu gosto
Meus lábios ainda molhados
Dos teus degustados

E dentro de mim
Vestígios ainda de ti
E em ti minhas marcas
Arranhadas, mordidas
No descontrole do prazer

Ah! Queria me deitar com o luar
A nos vigiar em meio aos lençóis
Emaranhados e o edredom
A nos esconder cúmplices


Ah! Como queria me deitar
E acordar contigo ao meu lado.

Já nem sei...


Já nem sei se sofri, ou se amei
Se te vi ou se chorei
Se vivi ou se morri
No instante que te conheci

Já não sei de mais nada
Se é saudade ou só magoa
Já nem sei se foi amor
Ou apenas fuga daquele
Meu antigo amor

Só sei que foi dor
Ter esquecido quem amei
Pra tentar te amar

E no fim de tudo já nem sei
Se amei, se brinquei
Se chorei, se neguei
Ou até odiei, ou perdoei,

Pois tentei viver todos aqueles amores
Mas todos eles... todos eles foram dores

Só nem sei se foi dor
Ou se alivio esquecer
Tudo aquilo...
Que amei... que odiei
Já nem sei...


Charme de luar


Hoje como que vagando
Pelas ruas da cidade
Com o olhar vazio
Fixado no nada
Com dor em saudades
Do meu amado...

Sem notar como chegou lá
Meus olhos estavam
Observando o vasto céu
Todo escuro, azul

Lembrei-me de ti
Tua cor pintava
Todo um céu
Com apenas a doce lua
Sem nenhuma companhia
Sem nenhuma estrela,

Mimosa, cálida, pendurada
Charmosa em tua face
Que me parecia teus sorrisos,

Mas lua tão bela
Parecia deitada
Até me parece que via
Seus bracinhos dependurados
Ao corpo largado
Na esfera de um fenômeno
Dos mais lindos
Contemplado aqui da Terra
...
E fiquei pensando depois
Será que de onde estas
É a mesma face de lua?

Será que ela a teu ângulo
Esta tão suave, cálida
Envolvida em doce sorriso?

Será que de onde estas
Contemplas lua tão bela
E também lembra-te de mim?
...
Lembrei-me de ti
Tua cor pintava
Todo o céu de inverno
Com apenas a lua
Dependurada fazendo charme
Balançando suave
Pelo céu tranqüila
Em doces sorrisos

Só pra inspirar
Os loucos sonhadores,
Seus secretos admiradores
A escrever-lhe poemas
De amores em amores.

Cala-te Coração


Cala-te coração
Não vês quanta dor
Já me causas-te?

Tenho que seguir na razão
Não em meras emoções
Que em um abismo
Me vertera em destruição

Ah! Apazigúe coração
Paixões não tornarão
Novas então, não aparecerão

Acalme turbilhão
Amor é mera ilusão
Não te renda à contradição

Siga na contra mão,
Mas não te rendas
Meu sôfrego coração
As loucuras da paixão.

Tuas Estações


Teci pra ti um cachecol
Pra te esquentar dos dias frios
Pra me sentires sempre contigo

No verão tu me refrescou
Sempre nos lábios um frescor,
Uma brisa de amor

No outono contigo colhi
Folhas a voarem ao vento,
Nelas confissões escrevi

E lindas rosas vermelhas
Na primavera me ofereceu
E meu amor ainda mais floresceu
Como doces camélias

Foi uma paixão vivida
Como estações
Que se vem e que se vão

Só me lembro que no verão
Teus lábios eram frescos,
Amenos de desejo

E já no inverno tuas mãos,
Teu corpo aquecia o meu,
Acendia afável paixão,

Mas paixão de estação,
Pois durou apenas
Uma estação e meia,

Porem em cada uma delas
Me lembro de um alguém
Que tu foi junto de mim
Até aquele estranho fim,

Portanto até hoje teço
Poemas daquele tempo,

Pois aquela candente paixão
Que ainda esquenta meu coração
Pra resistir a tanta solidão,
Dolorosa e fria saudade

Apenas suas lembranças
Refrescam minha memoria
Mesmo com nossa triste
Separação na historia

Estações que se descarrilharam
Nos trilhos da vida...
Infelizmente faz parte da lida

Mas fui parte de ti um dia
E você ainda é parte de mim
Mesmo sem saber qual será
O nosso verdadeiro fim.

Nova Chance


Viajei adentro me entendendo
Confesso foi tortuoso pra chegar...
E no imaginado escuro... encontrei
Uma doce luz a se apresentar
Pelo codinome EU RECOLHIDO

Abismei quando enfim acreditei
Que ela era toda a luz emudecida
Logo aqui... bem dentro de mim

Tive pejo por meu olhar opaco
Tive vergonha dos sorrisos negados
Tendo tanto esplendor a esbanjar

Abri então espaço a Ela... Lucinda
E nos tornamos grandes amigas
Nas lidas da vida...
Me soltei, me transformei

Encontrei em mim alguém especial
Que provou meu potencial
Alguém que esteve sempre
Tão perto e nunca reparei

Desde então aprendi tanto
Que nem sei o quanto...
Pois aprendi a escutar meu ego
E comecei a viver melhor
E tomar as decisões certas

E tudo isso apenas por que
Viajei adentro de mim
E encontrei uma força sem fim
De lutar, de crescer... de vencer

Então me dei uma nova chance
De enfim ser feliz.


Lados Extremos


Da euforia a melancolia
Do choro a gargalhadas
É assim que eu vivo
Entre o vivo e o morto
Entre o riso e a lagrima

Dois mundos dentro de mim
Duas faces num só rosto
Duas fases em um só luar

Uma sentença pra dois seres
Dentro de apenas um
Sem saber quem sou na verdade
Se existir uma fatalidade

Bipolar, uma lunática,
Um transtorno me verte
Da euforia a melancolia
Do sopro de dor em estripulia

Psicopata do humor
Que do riso verte em dor
E do ódio derrete em amor
Psicose da dor e do riso

Dor e riso nos mesmos lábios
Em dores ou doces opostos

E sigo dopada, drogada
Pelas capsulas da gargalhada
De uma mentira, um devaneio

Porque a verdade talvez
Fosse demais pra uma
Das duas dentro de mim
Eufórica ou melancólica?
Melhor deixar pro futuro decidir.

Um dia


No trilhar da vida
Algum dia meus olhos
Foram janelas da alegria
E sentinelas dos sonhos

Em algum dia
Ainda no passado
Meu corpo
Foi molde de beleza

Um dia meus cabelos
Foram cordas fortes
Em tranças de esperança

Um dia minha cama
Foi berço as quimeras
Um dia meus devaneios
Foram berço a minha poesia

Um dia meu rosto,
Meus lábios, meu olhar,
Foram motivos lindos
Pra um coração amar
Um dia fui uma doce criança
A sonhar, a brincar,
A rir da própria desgraça
Sem nem notar...
Nem fazer ideia do que era,

Um dia houve coragem
Nestes olhos que não mais
Encara a vida com coragem

Naquele tempo ninguém ousava
Calar estes lábios
Que tudo desafiava,

Mas quem me olha hoje
Pode ver que nada mais existe
Do alguém que fui um dia.


Olhos turvos


Um dia nos teus olhos encontrei
As doces estrelas qu’iluminavam
Sonhos tão loucos, risos tão soltos,

E noutra noite te procurei...
Tão solto luar em teu doce olhar,
Mas não encontrei do luar
Seu prateado a cintilar

Só escuro vazio, tão triste vazio
Na imensidão dum olhar
Distante em magoas guardadas

Olhos tão alegres que foram
Tão alegres e faceiros,
Olhos vazios, sozinhos, sombrios,
Cadê seus sorrisos?
Onde esta teu brilhar?

Hoje só encontrei aguas escuras
De um mar tão frio e profundo
Sem si quer um reflexo no olhar

Teus olhos de antes... tão lindos, tão vivos
Corriam iluminando os nautas a chegarem
Sôfregos até as beiras da praia
Que retornavam cada um a seu abraço
Em saudade de seu bem querer

Portanto, agora só encontrei
Olhos vazios, sozinhos, sombrios
Quero resgatá-lo olhos lindos
Pra onde foram teus sorrisos?
Onde escondeu teu brilho?

Olhos escuros em doença
De inocência furtada
Olhos de segredo que antes de menina
Hoje estranha mulher em cegueira
Com um brilho ainda a resgatar

Olhos triste, olhos feridos
De lagrimas sangradas em dor
Te trarei novamente sorrisos
Um novo brilho irei conquistar
E como uma estrela te ofertar
Num brilho eterno a te iluminar
Seu doce e único olhar.

20 agosto, 2010

O Ultimo Beijo


Te vi recostado tão calmo
Que nem vias meus olhos
Minha alma a te implorar
Por um beijo, por um olhar

Tentei gritar socorro,
Mas a voz travou, calou,
Quis te sacudir, te abalar,
Mas só consegui me afastar
Aos prantos por dentro,

Mas aqueles pilares
Foram únicos cumplices
Da nossa despedida repentina
Cretina que aos poucos
Foi arrancando do peito a flecha

Meus olhos te imploravam pra ficar
Pra não deixar de me amar,
Enquanto teus olhos
Se banhavam talvez em alivio
Ou talvez em simples adeus

As palavras de mais nada adiantava,
Pois já tinha tomado tua decisão,
Não importava mais meu coração
Se eu ainda te queria e te amava
Ainda num abraço lento
Parecendo o primeiro
Na verdade era o ultimo,
Mas mesmo assim
Tive esperança que ficasse

Mesmo ambos querendo
Se entregar a aquele beijo
Que poderia ter sido
Não o ultimo mais sim
O primeiro sem um fim

Num beijo banhado em dor
Em lagrimas de despedida
Até então ainda sem saber
Que aquele era o ultimo beijo
Foi selada nossa partida
De cada um da nossa vida

Como se nada houvesse acontecido
Tudo resumido naquele triste
E ultimo beijo.


Ah tempo! Se eu fosse o vento


Ah tempo! Se eu fosse o vento
Não pararia nem si quer um momento
Atravessaria sentimentos de cimento
Abalaria muros de agua dementes

Painaria o bravo mar
O mundo todo iria trilhar

Passaria de raspão entre os lábios
Dos amantes em deleite
Passaria de levinho no rosto pintado
Pingando em dores incolores
E lhe acariciaria, secaria bem de levinho

Brincaria em meio aos cabelos
Das meninas moças lhes assistindo
O gracejo de vê-las a arrumar

Sorriria de encontro ao sorriso do menino
A voar na balança que vai alta
Batendo contra mim solto sonhando

Se eu me tornasse em vento
Eu não perderia tempo
Me aliaria a ti correndo

Entraria entre frestas ao anoitecer
Pra dar boa noite e vê-los adormecer

Brincaria com as folhas ao ar
Carregaria aromas a embebedar
Um coração a se apaixonar

Vento em seus transtornos
Na fúria, na caricia
Sem regras, sem barreiras,

Mas daqueles ventinhos
Cálidos, suaves que sussurram
Cantigas de amores

Eu levaria as palavras
Entoadas pelos enamorados
Ou loucos apaixonados

Seria o tufão em fúria
Seria brisa de refrescancia
Seria a verdadeira liberdade
Seria visitante das quatro partes
Do mundo...
Ah tempo! Se eu fosse o vento!


26 julho, 2010

Quero ser a estrela que menos brilhar


Eu quero ser a estrela
Que menos brilhe
Mas que permaneça,
Que não caia nem desapareça

Quero ser a cadente
Que travessa corra pelo céu,
Quero ser a esperança
De um pedido com fé
E a concretização em breve

Não quero todo esplendor,
Pois seria apenas dor
Não me achegar
E sentir de cada olhar o tocar
E o partilhar da luz em mim

Explodir nas almas escuras
E as iluminar, as contagiar
Nas réstias de um novo pulsar
Nunca antes sentido
Que não se é vendido,
Mas com esforços, adquiridos

Ser estrela é iluminar
Não furtar o brilho dos demais,
Ser estrela é guiar
Não opacar nas alamedas tortas

Ser estrela é estar no topo
E não se vangloriar com um brilhar
Que a qualquer momento
Pode se apagar e o abandonar

Quero ser por todos vista,
Mas nunca destacada demais,
Pois dizem: dure o suficiente
Pra ver sua desventura
Ou expire herói cedo

Quero a camuflagem normal
De forma apenas natural
Nada de anormal ou maioral

Quero ser uma das primeiras
A nascer no adormecer do dia,
Quero ser a fiel companheira
Da lua a encantar

Quero ser a mensageira
Que carregue a dádiva
De concretizar os sonhos
Cabíveis dentro de um olhar

Só quero que minha cauda
Deixe vestígios entre os séculos,
Da minha alma fanal
Que um dia venceu obstáculos,

Que um dia também olhou ao céu
E em prantos pediu socorro,
E por baixo do véu louvo vitória
Pois me caiu linda história,

Mas nunca meu brilho
Poderá se apagar
Nunca minh’alma
Pode deixar de brilhar,

Pois tenho muitos olhares
A alimentar, a iluminar
A preencher, a conquistar
E guiar até a passagem
Para o ponto final

Mas quero ser estrela
Mesmo que seja a que menos brilhar
Desde que seja até o final.

23 julho, 2010


Caro(a) amigo(a) é com muita alegria que anuncio que meu primeiro livro já foi publicado, e não poderia deixar de compartilhar esta alegria com vocês, e se estiver interessado(a) em obter um exemplar já esta disponível para a compra no site: http://www.worldartfriends.com/store/search.php?search_query=allinie&submit_search=Search, em formato de livro e também em Ebook.
Ficarei honrada em receber em breve a sua critica, pois cada uma delas sempre é construtiva,
Agradeço a todos que me apoiaram e acreditaram em mim quando nem mais eu acreditei... e também a amigos e parentes que contribuíram pra cada pedacinho desta obra.


Beijos poéticos


Allinie de Castro

22 junho, 2010

O trajeto de uma lágrima


Numa face contra um reflexo
Acompanhei a trajetória de uma lágrima
Inundou meus olhos e desceu
Transbordando e despencou abaixo
Mesmo com barreira correu,
Passou lentamente por entre
A face rosadas e o nariz
Contornou e foi morrer
Nos secos lábios

Num rosto contra todo um espelho
Notei o caminho que linha invisível
Saiu transbordando num rosto
Pulou esta dos olhos direto
A face e seguiu...
Num curto espaço deu de encontro
Ao abismo que termina num queixo
Que treme as emoções

Olhar que chora sem saber
Que uma lágrima se suicidou
De seu queixo ao chão
Pra ser pisado pelos vilões
Lágrimas que verteu sangue
E se foi morrer num abismo
Ou de silêncio ou de trevas.

Tão curto o trajeto de uma lágrima
Que de dor tão veemente... mói
Se transborda e segue até que cai
E a um chão tão sujo e duro vai
E debaixo das solas que nem notam
Um rosto triste que por ali passou

A lágrima se seca sozinha, evapora
E os donos olhos delas vai embora
Com a dor amena, em holocausto
Que tuas lágrimas em suicídio
Se renderam a escuridão
Pra amenizar teu sôfrego coração.

18 junho, 2010





Sinto tanta falta

Me dissestes tudo desde o começo


Não sei por onde andei
Todo este tempo que se passou
E tão distraída nem notei
O quanto meu coração
Me fez gostar-te tanto
A ponto de se apaixonar
E nem me contar...

Me dissestes tudo desde o começo
Mas eu por circunstancias da vida
Me tornei alguém que difícil
Se acredita nas coisas da vida

Passou tantas tempestades
E se vieram os temporais
Nunca imaginei que ainda
Estaríamos de pé a esta altura

Nunca pensei que mudaria
Tanto minha triste vida,
Nunca imaginei o quanto um dia
Te amaria e amaria,

Pois é por teus lábios que fervo
Que verto em lágrimas em ardor
São por teus braços que aguardo
Num enlaço tão longo e demorado
São por teus olhos que espero
É por tua ausência que me desespero
É por ti que vivo e me intero

Só por ti ainda espero,
Este sentimento que me arrebata
Que me bate, que me mata
Que me caça, que me guarda...

Fico atada a tal palavra,
Pois não sei deste sentimento
A tradução... ou outra versão
Deste sentimento sem fim

Só te quero ver chegar
Da guerra de uma vida toda
Lutada sozinho, guerreiro

Deitar teu rosto no meu peito
E te ouvir contar cada uma das guerras
Que foste vitorioso e corajoso

Quero... eu quero apenas você
Ao alcance de meu toque
Ao alcance de meus olhares
Em meio aos meus cuidados.

Charme de luar


Hoje como que vagando
Pelas ruas da cidade
Com o olhar vazio
Fixado no nada
Com dor em saudades
Do meu amado...

Sem notar como chegou lá
Meus olhos estavam
Observando o vasto céu
Todo escuro, azul

Lembrei-me de ti
Tua cor pintava
Todo um céu
Com apenas a doce lua
Sem nenhuma companhia
Sem nenhuma estrela,

Mimosa, cálida, pendurada
Charmosa em tua face
Que me parecia teus sorrisos,

Mas lua tão bela
Parecia deitada
Até me parece que via
Seus bracinhos dependurados
Ao corpo largado
Na esfera de um fenômeno
Dos mais lindos
Contemplado aqui da Terra

...

E fiquei pensando depois
Será que de onde estas
É a mesma face de lua?

Será que ela a teu ângulo
Esta tão suave, cálida
Envolvida em doce sorriso?

Será que de onde estas
Contemplas lua tão bela
E também lembra-te de mim?

...

Lembrei-me de ti
Tua cor pintava
Todo o céu de inverno
Com apenas a lua
Dependurada fazendo charme
Balançando suave
Pelo céu tranqüila
Em doces sorrisos

Só pra inspirar
Os loucos sonhadores,
Seus secretos admiradores
A escrever-lhe poemas
De amores em amores.


16 junho, 2010

Tu me calou


Tenho tanto a te falar,
Mas você foi de todos
O único que me fez calar
E apenas escutar

Tenho tanto pra te dizer,
Mas me calas em silêncio
E, porém o mais estranho,
Que você foi o que mais amei

Mesmo me calando a voz
Calou minha dor...
Calou minha solidão...
Calou meu coração
Das lamentações

Calou todo minha fúria...
Calou minhas duvidas...
Calou minha covardia...

Calou minhas loucuras...
Minhas tristes venturas
Me fez inquieta de um calar,

Pois teus lábios calaram
Todas palavras de meus lábios,
Pois tu calaste todo frio
Trazendo-me calor
Ao velho e triste amor,

Mas mesmo assim
Tenho tanto a te dizer
Deste mesmo amor
Que tu um dia calou,

Porém um dia te conto...
Que só tu calaste minha dor,
E trouxeste tanto amor...




16-06-2010

Falando de... Poetas


Ser poeta é... bardo descalço
Da mentira, da indiferença,
Jogado nos enlaço de braços
Deslumbrados em conhecer
O verdadeiro dom de amar
E no exaltado apenas se é...
Nasce e vive neste alado
Que eterniza em dom esplendido

Ser embalsamado em prodígios
Ser eternizado em versos
Subir aos poucos ao topo
Subir a cada estrofe criada
Em cada uma das poesias...
Um degrau recitado

Ser bardo é ser mais alto,
É ser como... da vida um palco
Abocanhar como ao beijar,
É ser miserável de bens,
Mas rico em amores

É ter receio em meio aos desejos,
Mas não se render aos temores
Ser poeta é ser uma alma inquieta
Que não se sabe o que se almeja,
Mas não desiste e declama
Até do que não se sabe a alma,

Ter alma poética
É ser um mar que transborda
Em doces ou salsos paladares
Em cada uma das tuas palavras

Ser poetisa é ser andorinha de dia
E nas tardes ensolaradas ser águia
E nas madrugadas ser coruja,
Não se perde nem um dos fato
Pondo tudo poeticamente em relatos

Ser bardo não é apenas escrever
Por mero prazer, ou capricho
Ser poeta é viver dentro
De sua própria poesia
Caminhar nas suas linhas
Sem desviar de seus caminhos

Poeta é aquele que tem em sua poesia
O diário da sua vida inteira
Bardo, orgulho de sua bandeira
Da terra que o ninou com rimas

Ser poeta é ser o grito
De uma nação inteira...
Ser o mito pra muitos corações,
Bardo é tomar as dores
De teu povo, lutar, não se acovardar
Mesmo que taxado de louco

Ser poeta é ser boêmio
Em seus tantos amores,
Não ter culpa de tua desgraça
De vida em solidão sempre
Com a fuga de seus amores,

Mas ser poeta é não arfar fôlego
Sem um ardor de um profundo amor
Ser bardo é entrega completa
Não ama pelas bordas nem beradas
Amo por completo em fogo
Que se poderia ser eterno

Ser poeta é reviver corações em dores
É curar feridas entre abertas
Ser poeta é cirurgia com apenas magia
Das palavras a animar dando alegria
E nunca cobrando, apenas se doando

Ser poeta é ser verso que não some
Da boca de seu povo...
Ser poeta é sempre estar sozinho
Pra se doar por completo
A sua missão de trazer amor
A todos corações


Dedicado à todos os poetas... especialmente a você meu amor!




14 junho, 2010

Se Deus quiser



Se a passagem pro céu fosse perdão
Eu passaria pelos portões

Se a senha fosse a bondade no coração
Me aprovariam e me fariam passar

Se um olhar sincero fosse o suficiente
Estaria ciente que me aceitariam

Se uma alma que chora
Diante a injustiça lá fora
Fosse um passe
Talvez eu entrasse

Se o repudio a malícia
Fosse o passaporte garantido
Eu já estaria garantida

Se realmente Deus quisesse
E decidisse olhar apenas lá no fundo
De cada ser, eu seria benquista,

Pois ele iria encontrar tanta coisa
Das boas, das melhores
Poria-me a teus pés
Sem mais interrogatórios
Se Deus quisesse...


Que saudade...


Que saudades das madrugadas
Em que tecia meus textos
Sem pretextos de sono

Que saudade da minha rede
Nela balançar olhando pro ar
Vendo as nuvens a passar

Que saudade dos pássaros observar
Os ver voar em bandos, em filas
Perfeitas em V

Saudade de parar o olhar no nada
Ir longe na imaginação
Sem pressa pra voltar

Que saudade de degustar de livros
Palavras em lazer, e das velhas
Fazer enxerto em novos poemas

Que saudade de pintar, bordar, gritar
Ficar acordada no escuro
Criando histórias fictícias

Que saudade de abrir o baú velho
Das lembranças e destripar tudo
E ir relembrando cada um
Que passou pelo meu coração

Que saudade de tocar, de cantar,
Que saudade de cozinhar
De fazer compras e passear

Que saudade de minhas loucuras
Que saudade ...
De minha alma livre.

Nascer do dia


Na aurora de um lindo dia
Me dizia bom dia
Gostoso sol em plena folia

As frestas que cobriam-me de alegria
Me caia como se me sorria

Uma cálida brisa
Deixando de canto toda indiferença
Toda sombra de ausência

O sol agora ardia
Em meio ainda a neblina
Rasgava em doce clima

E uma réstia como queria
Me seguia por todo o dia

E assim nascia a rima
Pra minhas poesias.

Meu verdadeiro conto de fadas


Meu mundo desabou
E nem sei bem ao certo
O que o derrubou

Estou cansada de respirar
Estou farta de me decepcionar

A vida de exílio
Hoje voltou a me buscar

Estou cansada da falsidade
Dos senhores da mentira
Dos seguidores da malicia
Dos perseguidores da verdade

Me rendo ao leito
Que me esconde, exila
Da podridão do mundo

Não me despirei da verdade
Não me renderei a sonhos
Não trilharei as grandes cidades

Subirei a torre mais alta
E as mexas cortarei
Para que em minhas tranças
Nenhum impostor suba

Lacrarei meu esquife de vidro
Para ninguém me roubar o sono
Com um falso beijo

Não existem heróis
Somente vilões
Que destroem
Nossos corações.



25-05-2010
.

Meu veneno


Enquanto destilo meu cheiro de mulher
Me chamas por menina linda
E debocha de meu perfil feminil,
Quando consigo te sentir,
Não são nos meus braços,
São sempre nos de outras nunca nos meus,

Enquanto sangro em rum de amor por ti,
Tu ris de mim num sorriso arcado ao silêncio,
Um sorriso encobre o ato questionado
Um olhar trinca a taça e leva por lavar
O caminho por onde trilhei até a duvida,

Não me tornarei dependente de tuas palavras
As troco por pílulas e vodka ou qualquer outra droga
Menos suas palavras entorpecentes
E teus olhares penetrantes aos pulmões,
Mas elas não mais penetraram minha imaginação,

Meu ego me implora uma revolta exposta
Em meu olhar transpassando aos meus lábios
Não ficarei calada pois também és desbocado,

Não me contentarei com migalhas jogadas
Que não será capaz de regar esta semente
Tão amena que acabas de pisar teus pés de orgulho
E esmigalhá-la por mero acaso,
De um cínico investido em doces dizeres e argumentos
De um coração vizinho menos o teu próprio,

Cansei de esconder minha face
Ocultar queres mesmo minha presença?
Então se embebede de minha ausência,
Pois da distancia já estas intimo

E por hora só te basta um olhar de espanto, sim ...
A menina sem nome, sem titulo, sem vinculo qualquer afetivo,
Esconde-me, sim, mas apenas no teu ser machucado
Por teu próprio orgulho debochado,

Mas não mais aos meros amigos e vizinhos,
Não mais me escondas pois se olhar ao lado notara
Que não estou mais lá, parti, não gostas tanto do ser solitário,

Me inspirei na minha ameaça, tirei o pólen de minha rival,
Mas meu veneno não tem igual
Se lambuze nele, escorregue e caia sobre ele,

Prove do teu doce veneno ausência,
Sinta a ânsia da saudade, a náusea da vontade,
Deguste do teu próprio repudio, da tua própria cautela,
Não tens mais titulo na tabua sagrada de minhas entranhas
Fui muito incrédula ao escrever teu nome sobre ela,
Mas já o risquei, já furei esta gafe tão grave

Você agora sem titulo é apenas o menino
Que quebrou meu cristaleiro de letras
Talhando no chão o caminho onde ias trilhar,
Lamento o dia que te encontrei,
Lamento o instante que te aceitei,
Lamento o momento em que em ti acreditei,

Pois agora não me resta mais nada a fazer
Senão continuar a caminhada e se restituir
De tudo que veio a destruir com apenas uma pose,
Um sorriso largo largado curvado com sua marca deixada:
- Ausência!!!!!!!!

Enquanto eu impregno sua vida com meu aroma,
Soluças por cada vez que me negou,
Deságüe por cada vez que me repudiou...
Sinto muito, mas tarde demais ...já destilei meu veneno
Junto do sereno que te embala em novos poemas.

Leito de Sonho


Queria acordar com as réstias
Do sol a me procurar
Em meio aos teus braços

E em meu corpo estar grudado
Seu cheiro másculo
E em meus poros impregnado
De seu perfume

Minha boca com teu gosto
Meus lábios ainda molhados
Dos teus degustados

E dentro de mim
Vestígios ainda de ti
E em ti minhas marcas
Arranhadas, mordidas
No descontrole do prazer

Ah! Queria me deitar com o luar
A nos vigiar em meio aos lençóis
Emaranhados e o edredom
A nos esconder cúmplices

Ah! Como queria me deitar
E acordar contigo ao meu lado.

Fui... já não sou mais


Sou seu repudio mais horripilante
Sou o sim que se tornou em não
Um sonho que se tornou em pesadelo

Fui amor que se tornou em tragédia
Sou a roseira só em espinhos

Sou poetisa que se tornou em mortiça
Sou o sorriso que transformaste
Em triste vingança

Sou lágrima caída de sangue
Sou o que nem sei que sou
Vou sem saber pra onde

Sou tua jura inconstante
Sou tua ira fluindo em ruídos
Sou tua mais árdua palavra

Sou teu mais recente arrependimento
Sou a loucura estampada em versos
Que te arrependes ter escrito

Sou câncer aflorado no peito
Sou amor que transformou-se
Em ti em ódio em meio ao ópio

Já não sou mais o que um dia
Fui pra ti... e é tão simples assim
Fui... apenas já não sou mais...


Dentro de mim é um mar sem fim


Por dentro de mim
É um mar sem fim
De tantas palavras
De muitas perguntas
De inúmeras idéias

Tenho tantas experiências
Muito bem guardadas
Conselhos a pronta entrega
A quem precise e utilize

Tantas lembranças
Bem guardadas
Tantas lembranças
Já apagadas
Pra não doerem
As magoas passadas

Tantos erros que vejo,
Mas não cometo
Que seguem sem serem
Justamente punidos,
Tantos surtos, furtos
De esperanças
De um futuro melhor

E se paga pra nascer
Como se paga pra viver
E se paga pra morrer

E todos enfim
Tem de sofrer
Pra poder aprender

Ou segue errando
Mesmo assim
Já que o mundo
É um mar de ignorância
Sem fim

Este mar em mim
É bem diferente
Do mundo de hoje

Meu mar é sede
Que sacia
É sede de aprender,
É água doce
A quem quiser beber

Não um mar
De concupiscências
Que o mundo de hoje
Oferece sem delongas

Por dentro de mim
É um mar sem fim
De sede de justiça
Quando veres retidão
Lembras então de mim

Minha mente se perde
Pelas linhas do horizonte,
Meu entendimento
Tenta se estender
Alem dos horizontes

Mas dentro de mim
Se estende um mar
Sem igual ...

Se sentires saudades de mim...


Se sentires saudades de mim
Releia os velhos versos
Que a ti em segredos dediquei,

Versos que a ti escrevi
De tudo que vim a sentir
Paixão, ciúmes, amor,
Saudade e dor

Se sentires falta de mim
Leia as estrofes
Que sempre fala de nós,
Nelas me encontrara
Em cada uma das linhas

Se sentires minha ausência
Quando procurar minha presença
Se apegue aos meus poemas
Eles te embalaram em confissões,

Pois em todas minhas dores
De tua triste ausência
Me mantive viva
Com as tuas linhas ditas

Geralmente palavras
Que nem eram pra mim,
Mas me faziam lembra-me de ti
Fazia te sentir aqui

Em cada poema meu
Tem um pouco do sentimento
Que sinto por ti

Apenas um pouco,
Pois o todo seria muito,
Mesmo que num livro todo,
Mesmo que dos grossos,

Então quando tiveres saudades
Se um dia tiveres...
Leia cada linha, cada poesia
E sinta a certeza
De um sentimento puro

E sinta a certeza que vivo
E por você que sigo
Na esperança de um dia
Te ter aqui comigo,

Mas se sentires algum dia
Saudades de mim
Relembre em meus poemas
Todas as vezes que te dize
Te amo, ou Amo-te

Porém lembre-se também
Que nunca se importou
Ou pelo menos nunca contou
Que eu fui alguém
Dentro do teu coração

Mas se um dia sentires
A mesma saudade...
Talvez se torne realidade
Aquele meu velho sonho
De um dia me amares...
Me amares de verdade,

Mas só se um dia sentires
Saudades de mim...



14-06-2010.

13 junho, 2010

Cala-te coração


Cala-te coração
Não vês quanta dor
Já me causas-te?

Tenho que seguir na razão
Não em meras emoções
Que em um abismo
Me vertera em destruição

Ah! Apazigúe coração
Paixões não tornarão
Novas então, não aparecerão

Acalme turbilhão
Amor é mera ilusão
Não te renda à contradição

Siga na contra mão,
Mas não te rendas
Meu sôfrego coração
As loucuras da paixão.

Amar ... apenas amar


Estou cansada de ter a singeleza
De simplesmente olhar num rosto
E ver um grandioso futuro
Ver uma paixão aflorada
Uma família toda formada

Cansei de olhar nos olhos
De alguém e neles
Arquitetar uma vida
Trazer em tudo alegria

Tornar momento simples
Em mágicos, fantásticos
Com apenas a esperança
De um rosto contemplado

Em apenas um encontro
De duas pessoas, consigo
Me ver livre de mim
Pra me encaixar e formar
Uma nova vida

Será ingenuidade, estupidez
Ou será o poder de amar?
O que muitos não tem
E por isso vivem a penar
Em sua estupidez sozinhos?

Não sei o que é pior
Sofrer por amar demais
Ou por não ter a capacidade
De se deixar ser amado
E amar... apenas amar

Seguirei amando então
Mesmo machucando coração
Amarei entre a razão e a emoção
Entre o incondicional e o real,
Mas na arte e no dom
De amar ... apenas amar.


Dê o título a nossa história de amor


Você me surpreende em cada olhar
Cada palavra, cada verso,
Cada estrofe, cada poesia
Cada capítulo desta vida

Que estamos como num livro
De romance começando
Podemos estar ainda no prefacio
Mas tenho certeza
Que a historia será linda

O título não sei meu amor,
Sou péssima com eles,
Então me diga você amor
O título do nosso livro da vida

Que escreverei o primeiro verso
E esperarei que escreva o próximo
E como num dueto harmonioso
Seguiremos ambos num só poema

E assim iremos de verso em verso,
De estrofe em estrofe
De capítulo a capítulo
Escrevendo essa nossa...
História de amor.

30 maio, 2010

Eu queria fugir de mim



Eu queria fugir de mim
Pra ver se parava
De pensar tanto em ti

Queria me entregar
Aos as goles de vodka
Pra ver se iria acordar
Nos teus braços

Queria viajar nos tragos
Pra provar do seus sabor

Queria me afogar
Em uma overdose
De fria tristeza
Pela sua ausência

Queria injetar morfina
Em minhas veias,
Dopar meu sangue
Até que chegues
Pra ficar em minha vida

Mas fica apenas no desejo,
Pois fica apenas na ausência,
Na triste distância
De um sonho verossímil

Te espero te aguardo
Apesar de dopada,
De anestesia da vida,

Amo-te apesar de ser tudo
Tão distante, tão difícil,
Tudo tão impossível...
Dopada... por amor... sigo!!!!

Duas bocas em um só sorriso



Nós ...
Entre intrigas e brisas
Entre risos e brigas
Entre ciúmes e desejo
Entre o beijo e o pejo

Nós entre os trópicos
Nós romances históricos

Nossa guerra entre lápis
Nossa luta de papeis
Nossas feridas de tintas
Nossas voltas às linhas

Nosso sentimentos
Nas entrelinhas,
Nossas estranhas manias,

Entre desesperos e apegos
Entre os medos e os dedos
Entre néctar e veneno

Do ponto à virgula,
De interrogação à exclamação,
De decepções à emoções,

Da ausência vincula
A química que circula
Das artérias do coração
Até as pupilas que dilatam,
Vistas que dilaceram
As barreiras em forma
De oceano desaguado em dor

E o céu escreve no mar
Em gotas a desaguar
E as estrelas me guiam a te encontrar
E o sol lambe a fonte,
E a montanha trás por trás o horizonte
Onde sonho um dia te ver chegar

Mas nós sempre em guerra de lápis
Sempre na luta de papeis
Em nossas feridas de tintas,
Mas sempre voltamos à linha,

De um ponto sempre uma virgula,
De uma interrogação à exclamação
Na sobrevivência de dois corações
Banhados em letras e poemas
Que como nas canções juntasse
Letra e música, versos e as estrofes
Entre a voz e o tom
Entre o timbre e o ritmo

A vida em seu novo sentido
Tudo num novo ângulo de se ver a vida
Portanto compartilhado, dividido
Muito mais divertido, comprometido
Ao quer de abrigo ...
Duas bocas em um só sorriso.

Ciúme obsessivo


Ciúmes de ti , por ti ...
É-me veneno nas veias
Que dilacera corroendo
A alma em químicas
Sorrisos decompondo

Substancia tóxicas
Da virose aguda desejar,
Em sintomas frenéticos,
Infectando conglomerado
Ao mesmo ar a suspirar

Transbordante de bacilos
Que proliferam com fúria,
Contrai a cada olhar distante
Ou palavra a soar desleal,
A cada marcha em calúnia,

Em sua esfera, isolamento global
Ao contrair este mal,
Sintomas num olhar de fúria
Em lábios contraídos, mordidos
Partidos, de palavras paridas
Num clima baseado em petulância

Febre em alta ferroando
Se contorcendo por dentro
Em medos encobertos

Soro tenta reanimar
Ao se revoltar em palavras
Caídas abaixo junto das lágrimas
Vertidas em frívolas dores

No delírio nem se sabe o que se diz
Em desmaio aos fleches da vertigem
Em demasiado acordo
Entre ódio e amor
Entre a dor e o alívio

Entre confiança e ameaça
Entre ausência e presença
Entre a doença e a cura
Entre a razão e a loucura
Tudo anda a par de seu oposto
Em contradições com seus sinônimos

Moléstia em lânguida face
Tanto abandono em repúdio
Num sonho ilusório que difunde
Um veneno que estagna contraindo
Que transmite contaminando
Que permanece contagiando

E que aos poucos vai matando
E num outro monstro transformando
E tudo vai se extinguindo,
O brilho no olhar vai emudecendo,
Os lábios se acabam por ir calando
Enquanto seu mundo vai desmoronando.

Aqui jaz uma poetisa


Era uma vez uma poetisa
Que escrevia lindas poesias
Que transbordava de alegria
Todos olhares que a lia

Mas certo dia
Em terrível angustia
De uma triste ausência
Veio a poetizar angustias

Palavras destiladas de feridas
Que por pouco não trouxe uma ida
Uma triste partida
Sem nem o encontrar daquelas vidas

Com isso abalada poetisa
Deixou sua pena de lado no mesmo dia,
Pois não permitiria
Que a mesma que a trouxe a alegria
Lhe roubasse quem tanto queria

No trauma a tal ameaça naquele dia
Largou seu sonho de menina
E vestiu-se com seu Sonho de mulher
Nunca mais pegou num papel
Nem num lápis sequer

Era uma vez uma poetisa
Que fazia poesias lindas de vindas,
Mas que pra não haver partidas
Sacrificou sua ditada língua
Em versos de poesias

Era uma poetisa que em si mesma,
Pois uma pedra e lá escrevia
Pela ultima vez ...
“Aqui jaz uma grande poetisa
2004 à 2010”
E com a leve brisa
Suas linhas carregou naquele dia
Seu néctar de escrever poesias!!!

Apenas ama-me


Me esta entalado um grito,
Meu olhar já como um vidro
Brilha apenas por costume

Uma febre de saudade me transpassa,
Ciúmes me tem por caça,
Uma dor todo o tempo me enlaça

O choro sobe garganta acima
Não há mais nada que me anima,
O sangue se altera em lágrima
Descendo num som de rima

Como o som do vento violento
Que é como o trovão sem fôlego
Sem o rachar do brilho

Borram-se minhas digitais
Não sou mais eu com tantos ais
De uma dor que só se vê no olhar

Um sentir ameno que age como veneno
Que contamina matando
Que contrai morrendo
Apenas no silêncio de estar amando

E o rubor me sobe por pejo
Languida de vácuo em eco
Num triste e sombrio deserto

E mesmo assim te levo
Em cada verso,
Cada melodia ali te encontro
Te tenho em cada olhar

Te vejo em cada sonhar
Te encontro até no luar

Te sinto onde menos esperas,
Pois sei que vou sempre te carregar
Seja em meu olhar
Seja em meu lerdo caminhar
Seja no meu sôfrego falar
Seja no meu doido pensar
Irei sempre comigo te levar

Sangro em saudades
Encarno em várias personalidades,
Verto em duras verdades
Em meio a grandes cidades,
Me perco da noção realidade

E me ardem os pulmões
E perfuram meu coração
E me falta o ar a inalar
E se cansa de bater o coração

Mas nada detém quem atira
Meu bem querer a uma ida
Sem volta, nem recomeço

Muito me aborreço
Eu sei que não mereço
Tão pouco caso ao me medo
Tenho medo que de entre os dedos
Se vá meu maior desejo

Gostar ingrato, me lança migalhas
Não guardas si quer um fôlego
Não reservas si quer um canto
Dentro do coração em fatias

Não cuida de minha herança
Matas quaisquer nas esperanças
Chacinas qualquer confiança

Sobe desgosto, revoltam desespero
Amar quem não se ama
E a impotência de ver a morrer
Sem ter o poder pra salvar-te
De um si próprio em ódios

Quero que proves teu amor
Fazendo que passe essa dor
De uma perca antes do ganhar

Em nome de minha honra
Em valor de minha castidade
Te peço vida longa
Saúde, saúde que repouse em ti

Estou enferma e um grito
Na garganta entala
Ama-me o suficiente
Pra não matar-se
A minha frente

Ama-me o suficiente
A não me abandonar
Antes mesmo de chegar

Ama-me o suficiente
A me provar que nada
Será capaz de nos separar

Apenas ama-me
O suficiente a não me deixar

Ama-me a ponto de não aceitar
Que um vício te leve de mim
Tão fácil assim ...
Apenas ama-me!!!!

Apenas a verdade


Só se reconhece o que é bom
Quando se sente o ruim

Só se delícia com o doce
Quando se conhece o amargo

Só se conhece o fulgor do sol
Quando já se conheceu os soturnos

Só se dá valor a saúde
Quando se conhece a moléstia

Só se farta com o pouco
Quem já teve o nada

Só se reconhece a paz
Quem já provou da tormenta

Só se dá valor a liberdade
Quem já a teve roubada

Só se dá valor no que se tem
Por aquilo que já se perdeu

Só se dá valor a vida
Quem já passou por perdê-la

Existe ódio apenas no coração
De quem um dia houve amor

Há pranto apenas onde
Já se houve sorrisos

Só se há desalento
Onde ouve muita paixão

Só há sabedoria
Onde já passou muita tolice

Só se adquire experiência
Nas provas que a vida nos impõe

Só se chega à perfeição
O que não se é humano

Só existe malícia, astúcia
Onde um dia houve inocência

Só se tem coragem
Quem um dia venceu seus temores

Só há respeito a quem
O faz por merecer

Só há beleza se é refletida
Nos olhos de quem a vê

Só há despedida
Se houve chegada

Só se reconhece o bom
Quando se prova do perverso.

Amor sem fronteiras


A saudade se expande a cada dia
O anseio por ter seu colo e carinho
Me vai sufocando dia após dia,
Não sei até onde agüento
Ficar assim tão distante
Da minha fonte de alegria

Pois você é o meu melhor dos sorrisos
Apenas tu trazes eles aos lábios meus

Eu não sabia que o amor era tão forte
Para ultrapassar cidades, estados, países
Ultrapassaram o profundo mar
Só para ir em direção a te encontrar

Em um outro continente totalmente distantes
É simplesmente um amor sem fronteiras
Talvez daqueles que foi escrito nas estrelas

Um amor que nasceu nas entrelinhas
Entre a aurora e o por do sol

Antes de meus olhos te tocar
Antes mesmo de meus lábios beijar
Antes até mesmo de te encontrar
Já palpita em sua existência de amar
Esse amor sem fronteiras.

13 março, 2010

Contigo ousei sonhar


No seu olhar li o poema
Mais lindo existido

Dos seus lábios ouvi
As mais lindas palavras

Das suas promessas
A maior esperança
De um dia ser feliz

Da tua alma presenciei
As mais lindas escritas
A me animar, a me mimar

Nas suas palavras
Senti o amor brotar
E aos poucos
Me dominar

Sua existência transformou
Minhas vida tranqüila
Numa cheia de aventura

Você lindo Sonho
Que ousei sonhar
De um dia encontrar
E pra sempre amar.



26 fevereiro, 2010

Aonde vais?


Aonde vais olhos distantes,
Aonde estas olhos que voam
No horizonte tão longe,

Olhos cor do céu que caminham
Pelas ondas que encapelam,

Pra onde vais pensamentos
De mente ingênua, solta a voar,

Que sons emitem esses seus sussurros
Que mexem os lábios no escuro,
A sussurrar tristes lamentos,

Que falo pra trazer o sorriso a teus lábios,
Que faço pra te fazer voltar este olhar
Que vai ainda longe vidrado a pairar,

Que faço pra curar tuas magoas,
E teus olhos de céu voltarem a brilhar,
Que faço se teu viajar
Longe, no horizonte de pensamentos
Segue sozinho sem medos.


20 fevereiro, 2010

Verdades da vida


Das surpresas da vida
É que surge a sabedoria

Dos muitos anos de vida
Se vem a fadiga

Dos tombos no decorrer da vida
Surge a flexibilidade
As tais dificuldades

É dos imprevistos da vida
Que surge o entendimento

É nas percas da vida
Que vem o valor
Do que ainda se tem

É pelas paixões enganosas
Que aprendemos a dar valor
No verdadeiro amor

São nas decepções da vida
Que aprendemos a não ter ilusões

São nas dores da vida
Que aprendemos que a vida
É uma piada sem graça
Nem risos nem sentidos

E concluo que a vida
Me seqüestrou e me mostrou
Que somente após cumprirmos
Nossa missão poderemos
Nos livrarmos dela

Ingrata quando ansiamos
Por irmos, nos seqüestra,
Quando queremos ficar
Nos leva de pressa.




Se é Sonho vamos realizar


Já que és Sonho vamos sonhar
Já que vamos sonhar que seja perfeito
Um Sonho perfeito pra ninguém por defeito

Já que és Sonhos vamos realizar
Já que sonhamos em realizar
Iremos nos amar incondicionalmente

O amor é um Sonho pois vamos amar
Então vamos amar verdadeiramente

Já que é Sonho, sonho te encontrar
Sonho correr ao teu abraçar
E render-me a teus doces lábios

E em cada minuto se sai um diário
Se sobre saem letras enquanto te aguarde
Meu doce e Sonho tão amado

Se és de Sonho vamos realizar
Se és abandonado vem pra cá pra eu te cuidar

Neste seu olhar sinto como se enxergasse
Toda solidão, abandono, ausência dentro deles
Me mói a alma saber que não posso abraçá-lo

Neste olhar vejo sua alma, um olhar lindo
Porém triste, amado venhas e deixe-me
Alegrar seus dias, dividir cada dor,
Compartilhar uma vida toda ao seu lado

Pois não tenho nada mais a te oferecer
Se não todo meu amor, meu carinho,
Minha lealdade, meu respeito
Minha vida e minhas pobres letras.


Frutos de um Sonho de amor realizado


Tu és cavaleiro esbelto
Que na minha meninice
Sonhei vir me buscar
Pra bem longe me levar

Que fosse construído
De um amor a antiga
De doces cantigas
Já de um tempo ido

Mas me vejo cá a amar
Um Sonho de livros
A espera de meu amado

Vivemos dentro de poema
Fora de mero dilema

E nosso amor se tornara
História linda de livros
De doce e puro amor
Que desabrochou

Escreveremos juntos
Uma história de amor,
Um livro de romance
Cujo titulo será:
“Frutos de um Sonho
De amor realizado”.