24 janeiro, 2010

Sou linda

 Sim sou linda
Não culpo os que não enxergam
Minha beleza verdadeira
Da pureza de dizer
Somente a verdade

Não os culpo de não ver
A beleza da sinceridade em meu olhar
Ou a beleza de meus lábios puros

De um belo corpo casto
De linda mente ingênua

Tenho pena daqueles que não enxergam
A verdadeira beleza
E se iludem com uma casca
Que por dentro já esta podre

Não, não culpo quem não da valor
A meus olhares, as minhas palavras,
De meus sinceros sentimentos

Pois sei que um dia acharei alguém
Que enxergara minha beleza interior
E lhe darem então também as exterior

Feliz daquele que enxergar
Minha beleza interior,
Pois prêmio ganhara
Minha beleza exterior.


Paixão & Amor



Paixão aprisiona
E apenas emociona,
Mas nada proporciona
Só dor e desgraça
No final que já
Acabou a graça,

Mas amor liberta,
Pois é suave e desperta
Todo nosso lado poeta
Num tom leve e discreto
No amor tudo é correto
Nada precisa ser encoberto

Paixão judia, tortura,
Te joga na amargura
Nada é cura,
É fel nada de doçura,
Não há coisa pura
Tudo destrói, só dói,
Nada constrói,

Mas amor é doce, triunfante
Apenas regozijante
é puro amante
Que felizes nos leva avante

E há ainda neste mundo
Quem confunda ambos,
Mas é crime confundir,
Paixão destrói,
Amor constrói,

Paixão dói, amor cura,
Paixão tortura,
Amor não te abandona

Paixão tempestade passageira,
Amor orvalho que jamais
Deixa de cair,
Paixão frio egoismo,
Amor companheirismo.

 
 

Com Carinho



Eu lhe encaminho estas letras
Com carinho a você,
Presente lindo a te oferecer
Não tenho agora a te entregar,
Mas envio estas letras
Que se guardares com carinho,
Por mais que eu na sua vida
Não vier a permanecer,
Um dia lá na frente tu leras
E se lembraras que um dia
Pela sua vida passei,
E saudades eu deixei
De uma linda amizade
Que o destino nos reservou,
E este mesmo acaso
Nos separou, mas em nossas
Lembranças deixaram
Momentos lindos de um tempo
Que passou, porém que jamais
Esqueceremos, por mais
Que o destino nos separou.


Beira Mar



A mesma onda em tempestade
Que me carregou pra longe
É a mesma onda que me cospe
Pra praia em meio a esta areia
Joga-me novamente pros teus braços

Me desembarca nesta praia deserta,
Mas o que fazer se a tempestade
Me torturou e me transformou
Numa liberdade que me enfadou

Não queria voltar, mas algo sobrenatural
Me arrastou por águas furiosas
Com força dolorosa e irreal

Meus pulmões ainda água contém
Nem acordei ainda nesta ilha
Tudo ainda gira, um enjôo na barriga
As vistas ainda embaraçada contra o sol
A cabeça pesa e não alcanço forças
Pra me levantar nem si quer sentar
O corpo ainda me pesa e se cai molengo

Viagem pra terra dos desgostos
Quero acordar deste sonho pesadelo
No seu colo e me abrigar, esquecer
Os piores momentos quando vento
Me sufocava, me afogava furioso
Estou em terra novamente
Graças a Deus retornei
Pra ficar, pois é aqui o meu lugar




17 janeiro, 2010

Solitário

O pior problema de um solitário
É a hora que o mundo lá fora
Se deita e se aquieta
Submetendo-se ao silêncio

Silêncio que te transtorna
Numa mente perturbada, acelerada
Se torna num grito dentro da mente
E o vazio se expande pelo silêncio

O mundo deita e adormece
Enquanto o silêncio me enlouquece
E cada segundo é um século,
Sem ouvinte prossigo calada
Doida pela fria madrugada

E lembranças, sonhos e fracassos
São únicos vídeos que se passam
Na telona da solidão,
Talvez tentando encontrar motivação
Pra continuar esse negocio de encenação
Sem um destino óbvio
Ou uma chegara certa
Apenas silêncio por fora
Tumulto por dentro

Tudo apenas entre loucura e razão
Tudo sem noção ou direção
E o silêncio devora a vastidão
Transforma em serena solidão

E no final solidão é apenas
Um apelido pra perturbador.

 

Hoje



Hoje vi outra nos teus braços
Que não era eu,

Porque hoje os braços
Que me cercam já não são os seus,

Porque você se foi,
Me trocando pela solidão,
E junto ao tempo
Ficou no passado,

Os olhos que hoje me veneram
Já não são os negros seus,
São tão suaves e tranquilos
Assim como as águas do mar,

Hoje já não é tua voz que me nina,
Mas outro timbre que me anima,

Hoje presença que me acalma
Não loucura como tu trazias,

Hoje alguém que me cuida de verdade
Já tomou seu lugar e com dignidade,

Hoje... Sinto muito, mas não amo mais você,
Cansei de sofrer e aprendi reconhecer
Quem é digno do meu querer.


Rosa Paixão


O cartão que tu me deste

De rosas paixão
Até hoje guardo junto ao coração,

Cartão que veio com buquê
De rosas vermelhas paixão,
Uma delas até guardo
Com muito cuidado
Dentro do meu livro amado,

Eu a embalsamei, eternizei
Com carinho aquele
Simples botãozinho,

Quem dera pudesse eu
Ter feito o mesmo com sua paixão,
Com aquele todo seu carinho,

Mas restou-me apenas uma flor
Embalsamada, daquele meu amor
Que nada durou e logo acabou.