A mesma onda em tempestade
Que me carregou pra longe
É a mesma onda que me cospe
Pra praia em meio a esta areia
Joga-me novamente pros teus braços
Me desembarca nesta praia deserta,
Mas o que fazer se a tempestade
Me torturou e me transformou
Numa liberdade que me enfadou
Não queria voltar, mas algo sobrenatural
Me arrastou por águas furiosas
Com força dolorosa e irreal
Meus pulmões ainda água contém
Nem acordei ainda nesta ilha
Tudo ainda gira, um enjôo na barriga
As vistas ainda embaraçada contra o sol
A cabeça pesa e não alcanço forças
Pra me levantar nem si quer sentar
O corpo ainda me pesa e se cai molengo
Viagem pra terra dos desgostos
Quero acordar deste sonho pesadelo
No seu colo e me abrigar, esquecer
Os piores momentos quando vento
Me sufocava, me afogava furioso
Estou em terra novamente
Graças a Deus retornei
Pra ficar, pois é aqui o meu lugar
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