17 janeiro, 2010

Solitário

O pior problema de um solitário
É a hora que o mundo lá fora
Se deita e se aquieta
Submetendo-se ao silêncio

Silêncio que te transtorna
Numa mente perturbada, acelerada
Se torna num grito dentro da mente
E o vazio se expande pelo silêncio

O mundo deita e adormece
Enquanto o silêncio me enlouquece
E cada segundo é um século,
Sem ouvinte prossigo calada
Doida pela fria madrugada

E lembranças, sonhos e fracassos
São únicos vídeos que se passam
Na telona da solidão,
Talvez tentando encontrar motivação
Pra continuar esse negocio de encenação
Sem um destino óbvio
Ou uma chegara certa
Apenas silêncio por fora
Tumulto por dentro

Tudo apenas entre loucura e razão
Tudo sem noção ou direção
E o silêncio devora a vastidão
Transforma em serena solidão

E no final solidão é apenas
Um apelido pra perturbador.

 

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