26 agosto, 2011

Amnésia do Poeta


A amnésia no poeta
É como um câncer
Que lhe toma a memória,
Arrancando cada palavra
Cada rima já escrita,

Lhe rouba a esperança
De voltar a encantar,
Com que um dia foi alegria
E lhe pertenceu, mas adoeceu,

Abandonando sem deixar
Si quer a memória a lhe contar
Como foi ser poeta,
Mas agora ser reduzido
A mera amnésia
Do que um dia foi entoado:
-“Poeta”!

Como um câncer...
Vai comendo aos poucos
As memórias, sonhos,
Palavra por palavra de um vocabulário
Rico de muito amor e rima,
Reduzido a nada... Mas
Talvez reste o encanto das rimas
Do poeta sem memória.

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