Eu arranho um poema
E componho tons de cinema,
Numa eufórica melodia
De uns riscos, e arrisco em cena,
Dedilho uma rima meio sem magoa
Nem nada assim de cara,
Só deságuo uns versos feito melodia,
Uma mentira feito alegria,
Meu som é verso... Minha nota é poesia,
Minha estrofe é toda agonia
Transtornada em arte,
E no conserto dos meus sonhos,
Quem canta é o espectador
Na primeira fila, como se fosse o sonhador,
Porque dedilho o que te faz sonhar,
Te transbordo de esperança,
Te resgato boas lembranças,
Pois no teatro dos teus sonhos
Arranho um solinho,
Entre mim e tua imaginação,
E com minhas doces ilusões,
Que resgatam lindas emoções
Que a muito não as tinha consigo.
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