13 fevereiro, 2010

Desespero pela saudade

Amor às vezes solidão bate no peito
E eu entro em desespero, não tem jeito,

Nestes momentos queria ter o teu colo
Pra neles poder me jogar, me abrigar
Em teu calor, e de sua voz ouvir consolo

E pânico me toma em querer-te perto
Realidade débil insiste em dizer-me
Que é mera ilusão que machuca coração

Quero aprender os caminhos
 de cada traço seu
Dos seus olhos sentir a alma e roubá-los
Pra sempre só pra mim, só pra mim

Dos teus lábios quero sentir o sabor
E neles provar do seu amor

Das suas mãos quero conhecer cada linha
Delas sentir todos os toques, todas defesas
E a covinha de seu sorriso ficar a venerar
Fazer de tudo pra sorrir para poder admirar

Quero fazer parte de toda sua revolta
Toda tua luta contra o injusto, o errado
E ficar da cama a te observar na escrivania
Escrevendo sua poesia social, de palavras leais

Queria, só queria você aqui comigo
Vezes agulhada da saudade tão forte vem
Que se traçam linhas no meu rosto invisíveis

E uma ira, revolta me toma num forçado silêncio
A ânsia de um grito travado pela madrugada
Amo-te Poeta, apenas Amo-te.

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