16 fevereiro, 2010

Sou ...


Ainda sou a menina mulher
Que se esconde por trás
Da falsa face vulgar

Talvez melhor vulgar
Do que vulnerável
Melhor desprezível
Do que acessível
Aos olhares malditos

Que saudade daquela garotinha
Que corria atrás dos moranguinhos
Ainda verdes do querido vovozinho
Que saudade de ser sua princesinha

Estou cansada desse negócio
De tanto amar e confiar
E me encontrar num amor a meio
Pois em tudo apenas eu amo

E enterro aos prantos
Um quer que se foi cedo
De um casto leito
Tão sublime e avassalador
Que um dia chamaram amor

Já não entendo onde ficou
“Se tiver que fazer poesia
Que seja de alegria”

“E se tiver que se apaixonar
Que seja todos os dias
Pela mesma pessoa”

Não consigo entender
O que houve com
“Meu olhar verdadeiro
E meus beijos sinceros”

Eu só queria navegar
Pelas ondas do teu
Avassalador olhar
Mesmo correndo
O risco de me afogar,

Mas me dei mal
Pois não soube nadar
No teu desprezo
E me afoguei
E você continuou ileso

Custaram-me caro as linhas
Do conhecimento
E só então entendi
Que não se pode perder
O que nunca foi teu

Pode ver que foste
A única desgraça
Bem camuflada apelidada paixão
Num todo coração que vinha a amar

Mas continuo aquela menina
Que momentos lindos de um tempo
Que passou, porém que jamais
Esqueceremos por mais
Que o destino nos separou

É doloroso após tanto tempo
Ter que confessar que homem nenhum
Foi capaz de me fazer te esquecer

Que nenhum deles arrancou todo amor
De dentro de mim que desde o começo senti

Sinto muito mais ainda Te Amo
Com aquele mesmo amor
Mesmo depois de toda dor que me deixaste
Me abandonando

Ainda sou aquela sua menina
O que mudou foi apenas que você se foi
E ainda não retornou pros braços meus.



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